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Dia 2 de abril é o mundial da conscientização do autismo. Conheça mais sobre TEA

 

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é o nome de uma série de condições semelhantes, incluindo a síndrome de Asperger, que afeta a interação social, a comunicação, os interesses e o comportamento de uma pessoa.

Em crianças com TEA, os sintomas estão presentes antes dos três anos de idade, embora, às vezes, um diagnóstico possa ser feito após os três anos de idade.

Estima-se que cerca de 1 em cada 100 pessoas no Brasil tem TEA. Mais meninos são diagnosticados com a doença do que meninas.

Não há “cura” para TEA, mas terapia de fala e linguagem, terapia ocupacional, apoio educacional, além de uma série de outras intervenções estão disponíveis para ajudar crianças e pais.

 

Sinais e sintomas

 Pessoas com TEA tendem a ter problemas com interação social e comunicação.

No início da infância, algumas crianças com TEA não balbuciam ou usam outros sons vocais. Crianças mais velhas têm problemas em usar comportamentos não-verbais para interagir com outras pessoas – por exemplo, elas têm dificuldade com contato visual, expressões faciais, linguagem corporal e gestos. Eles podem não dar contato visual imediato ou breve e ignorar pessoas familiares ou desconhecidas.

Crianças com TEA também podem não ter consciência e interesse em outras crianças. Eles costumam gravitar para crianças mais velhas ou mais jovens, em vez de interagir com crianças da mesma idade. Eles tendem a brincar sozinhos.

Eles podem achar difícil entender as emoções e sentimentos de outras pessoas e têm dificuldade em iniciar conversas ou participar delas de maneira adequada. O desenvolvimento da linguagem pode ser atrasado, e uma criança com TEA não compensa a falta de linguagem ou o atraso na linguagem, usando gestos (linguagem corporal) ou expressões faciais.

As crianças tendem a repetir palavras ou frases faladas por outros (imediatamente ou depois) sem formular sua própria língua, ou em paralelo ao desenvolvimento de suas habilidades lingüísticas. Algumas crianças não demonstram brincadeiras imaginativas ou fingidas, enquanto outras repetem continuamente o mesmo tipo de brincadeira.

Algumas crianças com TEA gostam de manter a mesma rotina e pequenas mudanças podem desencadear birras. Algumas crianças podem bater a mão ou torcer ou mexer os dedos quando estão excitadas ou chateadas. Outros podem se envolver em atividades repetitivas, como ligar e desligar os interruptores de luz, abrir e fechar portas ou alinhar as coisas.

Crianças e jovens com TEA freqüentemente experimentam uma série de problemas cognitivos (pensamento), aprendizado, emocionais e comportamentais. Por exemplo, eles também podem ter déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ansiedade ou depressão.

Cerca de 70% das crianças com TEA têm QI não verbal abaixo de 70. Dessas, 50% têm QI não verbal abaixo de 50. No geral, até 50% das pessoas com “dificuldades graves de aprendizado” têm um TEA

Obtendo um diagnóstico

As principais características do TEA são problemas de comunicação social e interação. Muitas vezes podem ser reconhecidas durante a primeira infância. Algumas características do TEA podem não se tornar visíveis até uma mudança de situação, a exemplo de quando a criança inicia na creche ou na escola. Consulte seu médico se notar algum dos sinais e sintomas de TEA no seu filho ou se estiver preocupado com o seu desenvolvimento. Também pode ser útil discutir suas preocupações com o berçário ou escola do seu filho.

Tratamento

Ainda não se conhece a cura definitiva para o transtorno do espectro do autismo. Da mesma forma não existe um padrão de tratamento que possa ser aplicado em todos os portadores do distúrbio. Cada paciente exige um tipo de acompanhamento específico e individualizado que exige a participação dos pais, dos familiares e de uma equipe profissional multidisciplinar visando à reabilitação global do paciente. O uso de medicamentos só é indicado quando surgem complicações e comorbidades.

Família

O diagnóstico de autismo traz sempre sofrimento para a família inteira. Por isso, as pessoas envolvidas – pais, irmãos, parentes – precisam conhecer as características do espectro e aprender técnicas que facilitam a autossuficência e a comunicação da criança e o relacionamento entre todos que com ela convivem.

Crianças com autismo precisam de tratamento e suas famílias de apoio, informação e treinamento. A AMA (Associação dos Amigos dos Autistas) é uma entidade sem fins lucrativos que presta importantes serviços nesse sentido.